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Caçadores ilegais envolvidos com tráfico de armas e animais são alvo de megaoperação policial no Paraná e outros dois estados

Polícia mira rede de caçadores em três estados Caçadores ilegais envolvidos com tráfico de armas e de animais foram alvo de uma megaoperação policial na ...

Caçadores ilegais envolvidos com tráfico de armas e animais são alvo de megaoperação policial no Paraná e outros dois estados
Caçadores ilegais envolvidos com tráfico de armas e animais são alvo de megaoperação policial no Paraná e outros dois estados (Foto: Reprodução)

Polícia mira rede de caçadores em três estados Caçadores ilegais envolvidos com tráfico de armas e de animais foram alvo de uma megaoperação policial na manhã desta terça-feira (16) no Paraná e em outros dois estados: Santa Catarina e Mato Grosso. Ao todo, mais de 150 policiais atuaram visando cumprir 31 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), que coordenou a operação, 23 pessoas foram presas e nos endereços dos suspeitos foram apreendidas 25 armas de fogo ilegais, diversos troféus de caça, 15 cães utilizados em atividades de caça, pássaros silvestres, centenas de munições e carne de caça. "Os animais resgatados apresentavam sinais de maus-tratos e serão acolhidos pelo Instituto SOS 4 Patas para que recebam os cuidados necessários", diz a corporação. ✅Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A ação contou com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Científica do Paraná (PCI-PR), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e do Instituto Água e Terra (IAT). A operação foi fruto de investigações que iniciaram em julho de 2025, após o registro de uma denúncia anônima sobre a realização de comércio de armas de fogo em um grupo de conversas em um aplicativo de mensagens. Saiba mais abaixo. “Além da venda de armamentos e munições, verificamos que o grupo era utilizado pelos membros para a divulgação e compartilhamento de fotos e vídeos de caça ilegal de animais silvestres. [...] A operação visa interromper o comércio de armamentos e coibir a prática da caça de animais silvestres”, explica o delegado da PC-PR, Guilherme Dias. Operação mira caçadores ilegais Mayara Morais/Delegacia Meio Ambiente A partir das informações repassadas, a corporação iniciou as diligências, identificou as pessoas que integravam o canal e representou pelas prisões, que foram autorizadas pela Justiça. Os 63 mandados judiciais foram cumpridos em 19 cidades diferentes. Veja: Campo Largo (PR); Coronel Vivida (PR); Fernandes Pinheiro (PR); Guamiranga (PR); Guaratuba (PR); Imbituva (PR); Itaipulândia (PR); Lapa (PR); Mallet (PR); Palmeira (PR); Ponta Grossa (PR); São João do Triunfo (PR); São José dos Pinhais (PR); Tijucas do Sul (PR); União da Vitória (PR); Rio dos Cedros (SC); Brusque (SC); Itajaí (SC); Canarana (MT). Os nomes dos alvos não foram divulgados. Eles são investigados pelos crimes de caça ilegal de animais silvestres, tráfico e porte ilegal de armas, maus-tratos a animais e tráfico de animais. Caçadores ilegais também são investigados por maus-tratos Mayara Morais/Delegacia Meio Ambiente Leia também: Previsão do tempo: Paraná recebe alerta de geadas nesta última semana de outono; veja onde Atrás de grades e vestidas de rosa: A história das freiras da 'adoração perpétua' que vivem enclausuradas no Paraná Acordo: Fazendeiro que manteve casal de idosos por 20 anos em escravidão moderna vai pagar R$ 70 mil às vítimas Caça de animais silvestres e comércio ilegal de armas Operação mira caçadores ilegais Mayara Morais/Delegacia Meio Ambiente Segundo a Polícia Civil, os principais animais caçados pelo grupo eram veados, pacas e catetos (porcos do mato). As carnes eram principalmente para consumo próprio, inclusive em eventos promovidos entre eles, mas também eram vendidas. Em alguns casos, o preço do quilo chegava a R$ 600. A maioria dos suspeitos não têm registro das armas, que eram negociadas livremente em um grupo de WhatsApp - assim como cães voltados ao uso em caça. A equipe de investigação destaca que se impressionou com a normalidade com a qual eles tratavam os crimes, usando os próprios números de telefone e outras informações pessoais nas negociações públicas. Ainda de acordo com a PC-PR, o grupo foi criado em abril de 2025, tinha mais de 260 membros, e mais de 30 estão sendo investigados. Nas mensagens, além de fazer negociações de armas e animais e marcar encontros, os investigados também compartilhavam vídeos de caça ilegal, exibiam os animais abatidos e trocavam dicas de técnicas de caça. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná